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isabella
About Me

Eu tenho sono e já não posso mais dormir. Eu tenho ânsia, não consigo mais comer. Eu tenho medo e já não quero mais.
Meus pés perderam a função básica de equilibrar meu corpo na minha existência. Não diria que a culpa é física porque fui em quem sobrecarreguei minha mente e me tornei incapaz de responder sobriamente por um “tudo bem?”. Isso pesa. É pesado saber que não está nada bem.
Eu percebo no espelho que meu sorriso não chega aos olhos. Eu posso enganar a todos, posso até me enganar. Mas é de noite que eu me revelo como sou: sozinha.

(via veronicaheiss)


Reblogged from veronicaheiss
Source: veronicaheiss

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eu sou acelerada. acelerada na verdade ainda é pouco. tudo que eu faço é numa velocidade distorcida. eu tenho sérios problemas pra me manter parada, e as vezes lidar com pessoas lerdas se torna um martírio pra mim. eu começo e termino tudo com tanta rapidez que as vezes as pessoas sequer enxergam os processos pelos quais passei de A até B. sometimes eu fico pensando se isso seria algum tipo de distúrbio. eu simplesmente não consigo me encaixar no ritmo da sociedade, e não é por causa de uma doença como a hiperatividade que exige tratamento químico e similares. é simplesmente porque eu sempre quero tudo aqui, agora e com o dobro da velocidade de execução. se na minha mente os passos estão claros, me irrita ter que explicar todos os insights que levaram a determinado pensamento. eu exijo demais de todos. quero movimento constante, agitação… é o que me leva a roer unhas e comer ininterruptamente. enquanto não posso ter o que realmente quero em mãos, vou atrás de substitutos. auto destrutiva, eu sei. mas eu sou tão desesperada que eu simplesmente preciso terminar esse texto agora. sem complementa-lo e deixa-lo coeso e coerente. metáfora da minha vida. 


I’m lonely. solitária. no mais amplo sentido da palavra. eu não me lembro de ter sentido assim antes. talvez eu já tenha me sentido sozinha, mas de um jeito diferente. eu ainda não esqueci as últimas crises da minha vida. mas nenhuma foi desse jeito. não é desesperador, não é forte… é brando, mas tá sempre presente… como uma dor de cabeça fraca, que não chega a te incomodar com completo, mas não te deixa esquecer que ela está ali. eu tenho pequenos lembretes diários da minha solidão. eu não sei caracteriza-la muito bem, afinal, sou eu a pessoa que sempre expulsa e afasta as pessoas. mas no fundo eu tô apenas carente. e eu sou tão fodida que eu percebo todas essas coisinhas, mas a  minha ‘cabeçadurice’ não me deixa fazer nada a respeito. eu to sozinha. a ponto de conversar com um blog. quando a gente tá feliz não faz esse tipo de coisa, não precisa. mas quando você chega ao ponto de não encontrar ninguém pra conversar, é porque tem algo errado aí. eu sempre fui auto destrutiva, sem muito cuidado comigo e com as pessoas que importam pra mim. mas esse processo nunca foi tão grande como nessa fase. eu não sei aonde quero chegar ao certo, só que cada vez mais eu vou em direção a auto destruição… tá nos pequenos detalhes, como beber vodka sozinha, domingo as 01:00h da manhã. ou fumar mais cigarros do que um pulmão já doente pode aguentar. ou comer mais bobagens do que o próprio corpo suporta. eu to recebendo sinais de todos os lados de que isso só me fode mais e mais, mas eu simplesmente não consigo parar. é como se o espaço vazio ao meu redor ficasse cada vez maior e por falta de pessoas pra preenche-lo, eu coloco essas atitudes. ao mesmo tempo em que eu espero que alguém veja que eu estou me afundando e venha me resgatar. desde muito nova eu quis ser independente, desapegada. só não percebia que essa mania ia acabar me prejudicando. ninguém consegue viver sozinho, ninguém foi FEITO pra viver sozinho. e eu sempre me deixo sozinha, me forço e forço quem se aproxima a me deixar sozinha. desapego. muito mais eficiente na teoria do que na execução. 


sobre mim e a minha psicose diária

eu não sou do tipo balanceado. que você sabe como funciona. ri, chora, fala, sempre dentro do esperado. mas eu também não sou assustadora a primeira vista. a não ser que simpatia te assuste. mas não me deixe entrar na sua vida, você não tem noção da bagunça que eu posso me tornar. eu vou rir quando for pra ficar séria, gritar quando for pra chorar e calar quando tudo que eu mais quero é falar. eu vou me apegar a você e aí terei que ter doses de você constantemente, e sempre mais e mais. vai chegar uma hora em que eu vou te saturar. ou você vai me saturar, não sei qual das duas opções é a mais provável. eu sou carente. por mais que eu não dê o braço a torcer em nenhum momento, por mais que eu grite liberdade e independência por aí, na verdade, tudo que eu mais quero é alguém que mostre se importar comigo. que me ligue para saber como eu estou. e que me deixe ser louca, sem se importar muito com isso. que vai perceber que por mais que eu grite e te afaste de mim, na verdade eu só quero que você venha atrás de mim e diga que eu sou importante e que você gosta de mim e me deixe xingar e xingar e xingar e xingar e xingar de novo, até eu cansar. aí vai ficar tudo bem. muito da minha euforia exagerada, ou do meu silêncio e sumiço, são apenas pedidos de colo, de atenção, carinho… eu vou te dar o poder de me machucar e magoar, e eu sei disso. por isso quando eu simplesmente estiver insana, eu só preciso da confirmação de que, é, você ta ali, me abraçando. eu não vou prometer ser a melhor amiga do mundo, pelo contrário, eu sou uma pessoa naturalmente relapsa. se existisse uma outra eu na minha vida, provavelmente não nos falaríamos mais. eu mando sinais sutis a todo tempo. mas raramente eu vejo esses sinais nos outros. eu não tenho nada a oferecer, verdadeiramente, talvez apenas um pouco de auto sarcasmo e bastante mau humor. eu não vou saber mentir pra você, eu sou péssima nisso. mas eu também não irei te contar meus segredos, abrir meu coração. odeio demonstrar fraqueza, sentimentalismo barato. você não vai me sofrer sofrer. ou se ver, não vai saber pelo o que é. isso eu faço escondida no meu quarto, nos meus momentos. eu vou estar o tempo todo rindo da minha própria desgraça, e olha, não é pouco. mas sendo eu a autora da piada, quem poderia piorar a situação? eu vou estar sempre na defensiva. você pode brincar comigo, usar, abusar, desde que não chegue perto dos meus sentimentos. ali é algo onde poucos conseguiram chegar. e só eu sei o quanto eu sofro por ter permitido isso acontecer. você não tem idéia do quão ciumenta eu posso ser. e você não tem idéia de quão agressiva eu fico quando to com ciúmes. eu não vou brigar com você. eu simplesmente não falarei com você mais. por que se eu falar vai ser pra gritar. e muito. e aí eu estarei assinando o certificado de lunática e pedindo por internação. só eu sei a quantidade de pessoas das quais eu me afastei, apenas pra me desligar de tudo relacionado a ela que pudesse causar ciúmes. e meu amor, até de músicas eu tenho ciúmes. eu passo meu dia indo a extremos. eu vou da risada escandalosa com dancinha constrangedora à depressão e lágrimas em menos de 12 horas. e na minha deturpada mente, é mais do que sua obrigação como meu amigo saber o que está se passando comigo. eu me vi sozinha ultimamente. tendo afastado todos aquelas com quem me importei. e não pense você que meu ego me permite ir atrás de alguém. eu afastei a todos, e não consegui traze-los de volta ao meu insano carrossel de emoções. tem horas que eu penso que eu exijo demais das pessoas. eu estou longe de ser a pessoa mais fácil de lidar do mundo. mas são nessas horas que eu respiro fundo e me mentalizo que um dia alguém conseguirá lidar comigo por inteiro. e eu sei que se essa pessoa realmente existir, ela vai ser pra vida toda.